filmes | allegiant

Filmes 30.3.16

Semana passada fui ao cinema com um amigo assistir Allegiant (Convergente), o penúltimo filme da série Divergente, que foi uma das séries distópicas que eu li absurdamente rápido de tão interessante  após assistir ao primeiro filme. 

Convergente continua a história de Insurgente, mostrando o que acontece depois que Tris (Shailene Woodley) abre a mensagem aos Divergentes e divulga seu conteúdo para a população, fazendo com que todos saibam que há algo além da muralha a espera deles.



Gostei bastante de como toda a história foi desenvolvida no começo do filme, com os sem-facção subindo ao poder na liderança de Evelyn, a mãe do Four (Theo James), mostrando quão rápido as pessoas se deixam levar pela ilusão do poder. 

Porém, quando Tris e o resto de seu grupo finalmente conseguem escapar da cidade, atravessar a muralha e chegar ao lugar onde supostamente estariam seguros, começam os problemas do filme. As novas tecnologias do lugar são muito interessantes e dão aquele toque futurístico na trama, mas alguns efeitos simplesmente são ruins e/ou desnecessários.



Talvez o fato de eu ter gosto demais do primeiro filme da série Divergente tenha atrapalhado minha experiência com os que vieram depois. Não é nem uma questão de livro versus filme, porque a explicação "científica" do livro também não me agradou muito.

Eu estava apostando que no filme eles iriam modificar um pouco a ideia original e fazer com que ela tivesse mais sentido, mas isso não aconteceu. Na verdade, todo o conceito de pessoas Puras e Danificadas ficou ainda mais superficial. Fora que as cenas de Tris com o diretor do Instituto foram ficando mais entediantes a medida que o filme passava.

A única parte que me deixou realmente animada foi quando Four sai para uma missão e vê que o trabalho do Instituto não é tão filantrópico quanto aparenta ser.



Ao final de Convergente as coisas voltam a esquentar um pouco e temos o sempre incrível Peter (Miles Teller) tentando se dar bem a todo custo com seu humor incrível, o que é um alívio para a trama. Infelizmente para os fãs de Fourtris, a interação entre os personagens é mínima, o que é uma pena porque Shailene e Theo tem uma química incrível juntos. 

O filme, de forma geral, é interessante. Algumas partes são muito boas e lembram aquele clima inicial da série, mas algumas não conseguem manter o ritmo rápido característico de Divergente. Espero que último filme consiga trazer de volta esse ritmo da série e que consiga também fechar alguns pontos que Convergente  deixou em aberto.


E vocês, assistiram já algum filme da série Divergente? O que acharam de Convergente? :)
Beijoos,
-B.

filmes | creed

Filmes 26.2.16
O Oscar está chegando (yay!), mas diferente de algumas pessoas como minha migs Bruna do Death By Shuffle e donas de outros blogs bem legais que visitei essa semana, eu nunca consigo assistir a maioria dos filmes antes da premiação. Adoro a ideia dos bolões e tudo mais, eu só não tenho concentração o suficiente pra ver muito filme hahaha. Entretanto, consegui assisti alguns dos filmes que estão concorrendo, como Divertida Mente, Star Wars: O Despertar da Força, Os Oito Odiados Creed: Nascido Para Lutar, um dos filmes de 2015 que eu queria muito assistir, mas na correria acabei não indo ao cinema a tempo. Então, aproveitei a insônia nessa madruga e finalmente assisti!

Para quem não conhece, Creed traz uma história nova de um universo já bem conhecido no cinema pelos filmes da franquia Rocky, protagonizados por Sylvester Stallone desde meados dos anos 70. Entretanto, Michael B. Jordan (um ator que eu já gostava muito pelo trabalho dele em Friday Night Lights) é a estrela da vez  no papel de Adonis Johnson, o filho de um dos maiores lutadores apresentados na franquia: Apollo Creed. 



O filme apresenta uma carga emocional intensa nas primeiras cenas, quando um Adonis ainda criança se envolve em uma briga no reformatório onde vive, após muitas passagens por lares adotivos. O filho ilegítimo de Apollo é confrontado pela viúva do lutador e ela o acolhe em seu lar, onde o vemos bem sucedido após alguns anos trabalhando em uma empresa de grande porte. Entretanto, ele larga tudo para seguir seu destino. 


Na Philadelphia, ele encontra Rocky e depois de algumas trocas bem divertidas entre os dois, nosso "Garanhão Italiano" é convencido a treinar Adonis para torná-lo um lutador. O clima dos dois permanece muito bom até Adonis enfrentar sua primeira luta de grande porte. Porém, um grande acontecimento durante a preparação de Donnie para um luta ainda maior modifica toda a trama do filme.


Uma coisa sobre Rocky, que se repete em Creed, é o fato de que esse não é só mais um filme de ação. Muito menos um filme sobre luta. A complexidade dos personagens e destas histórias que tem sido contadas há tanto tempo vai muito além do que é esperado pelo espectador. Estas histórias falam de ambição, de perseverança, de se doar de corpo e alma por um objetivo, mas sem nunca esquecer daqueles que estão ao seu lado durante sua jornada.
Na vitória ou na derrota.



Os filmes do Rocky são parte da minha vida. Eles representam para mim momentos muito especiais que eu passei ao lado do meu pai, que viajava bastante durante a semana por conta do trabalho. Quando ele estava em casa, eu sempre tentava aproveitar meu tempo com ele, seja acordando cedo no domingo para ver Formula 1 ou assistindo filmes na Sessão da Tarde. Rocky era um dos filmes favoritos dele. Então, assistir esses filmes, principalmente Creed, é como estar junto dele mais uma vez. 

Time, you know, takes everybody out.
It's undefeated.

filmes | califórnia

Filmes 2.2.16
Uma amiga me convidou pra ir ao cinema assistir um filme chamado Califórnia e, quem me conhece, sabe que esse é um dos lugares no mundo que eu mais tenho vontade de conhecer. O filme passaria no Cine Arte Posto 4, um cinema que fica exatamente na orla da praia de Santos e costuma ter atrações mais alternativas que os demais cinemas da cidade, além de custar só 3 reais (sim!). Então, claro que meu primeiro pensamento foi "eu vou!".

Procurei sobre o filme na internet pra ter uma ideia do que esperar e descobri que era um filme dirigido pela Marina Person, uma pessoa que participou muito da minha adolescência pelos seus programas excelentes na MTV Brasil. Assistir filme brasileiro não é algo que costumo fazer com muita frequência, ainda mais com essa onda de filmes de comédia, mas foi assistir o trailer de Califórnia que senti que era um filme que valia muito a pena!

O filme é um retrato da adolescência em meados dos anos 80 e todas as descobertas e complicações que acontecem nessa época da vida da personagem Estela, que é uma sonhadora nata e tem como objetivo conhecer a Califórnia ao lado do seu tio Carlos (feito lindamente pelo Caio Blat). A relação dos dois é baseada na música, entre discos de David Bowie e fitas cassete com punk rock californiano, eles trocam correspondências até o grande dia de sua viagem, que é interrompida pela volta repentina do tio ao Brasil.

Califórnia fala de assuntos como o amor, a sexualidade, a AIDS e os padrões da sociedade de 80 com uma delicadeza única e conta, acima de tudo, com uma personagem feminina muito forte descobrindo seu próprio caminho nessa época tão intensa da vida de qualquer pessoa.


Eu como boa fã de The Cure amei todas as referências ao longo do filme e quis automaticamente me transportar pra aquela época e ouvir discos de vinil em um quarto coberto de rebeldia, tendo conversas sobre livros e música com alguém tão maluco por tudo isso quanto eu.

Enquanto escrevia esse post, encontrei o texto "Carta a uma jovem dos anos 80" no CartaCapital direcionado à personagem do filme e as reflexões do autor mexeram tanto comigo quanto o próprio filme, principalmente esse trecho:

"Crescer é fazer novos amigos e se desfazer de outros. É deixar alguém seguir.
E é viajar para qualquer lugar sem colocar o pé na estrada. Para todo o resto existe a música.
É pelo som que reintegramos qualquer distância ou presença.
Todos os nossos sonhos cabem em uma fita K7.
Todas as fitas K7 cabem agora no nosso bolso
"


Quem puder conferir esse filme, vá! Garanto que vai ser uma experiência bem legal :)
Beijos,
-B.


livros&filmes | if i stay, gayle forman

Filmes 12.2.15
If I Stay (Se Eu Ficar) foi meu primeiro livro de 2015, mas meu amor por essa história começou alguns meses antes de finalmente poder ler! O filme estava no meu computador há algum tempo e em um dia entediante resolvi assistir, sem muitas expectativas sobre o que iria acontecer. Esperava um drama bonitinho e interessante, mas acabei de assistir em prantos de tão incrível foi pra mim! 

If I Stay, por Gayle Forman | Editora: Speak | Páginas: 234

Em um dia como outro qualquer, Mia Hall sofre um acidente de carro ao viajar com sua família. Ao acordar, ela se depara com a situação trágica em que seus familiares e de si mesma se encontram. Acompanhando os desfechos do acidente, Mia começa a contar sua própria história a partir de flashbacks. Desta forma, podemos conhecer a dinâmica linda de sua família, a evolução do seu talento para tocar violoncelo, seus conflitos pessoais e, é claro, sua história de amor com Adam Wilde.
Adam é um cara incrível, me apaixonei por ele à primeira linha! É claro que minha opinião foi muito influenciada pelo filme, mas tudo o que eu amei no Adam do filme estava ali escrito perfeitamente no livro. Apesar de todos os conflitos entre o casal, é muito bacana ver como Adam e Mia se relacionam acima de todas as suas diferenças, aceitando um ao outro. 

Uma das minhas partes favoritas se passa no Halloween, quando Mia se veste como uma deusa do punk e Adam se fantasia de Beethoven, uma troca muito divertida dos gostos pessoais de cada um.
Ao contrário do filme, onde a transição entre os flashbacks e o período de coma da Mia foram muito bem encenados, o livro sofre um pouco ao lidar com esses dois lados. As reações de Mia e tudo o que ocorre enquanto ela está desacordada parecem passar com muita rapidez, alguns momentos poderiam ter sido mais aprofundados para que o leitor pudesse sentir melhor a complexidade de seus conflitos.
Ainda assim, a história é envolvente e aborda muito bem o questão de que viver é uma escolha. Mia debate muito esta decisão ao saber que sua mãe, pai morreram, mas é quando seu irmãozinho, Teddy, também se vai que ela perde sua força de ficar. É tocante também o momento em que seu avô, sua melhor amiga e Adam conversam com ela e mostram que ela também tem pessoas por quem ficar. Para quem, como eu, já teve alguém próximo em um estado de saúde parecido, a história traz uma reflexão muito interessante!
Vou abrir um parênteses aqui para dizer também o quanto eu amo amo amo a trilha sonora do filme! As músicas são ótimas e ainda tem faixas originais que criaram para a banda do Adam e para os concertos de cello da Mia.

Juro, as músicas da Willamette Stone me dão vontade de fazer um abaixo-assinado para que o Jamie Blackley (Adam) grave um álbum inteirinho com mais músicas lindas e divertidas como as do filme!


If I Stay possui uma continuação chamada Where She Went, que eu já li e amei ainda mais! Assim que possível venho resenhar também pra vocês! :)

Enquanto isso, vejam o trailer do filme e morram de amores comigo hehe.
- B.

filmes | me without you

Filmes 29.9.13
No começo do ano, quando descobri o Netflix (sdds ter tempo para ver um monte de filmes), esbarrei em um filme que queria assistir há alguns anos: Me Without You (2001).

O roteiro chamou minha atenção por ser um retrato da amizade de duas garotas ao longo das décadas de suas vidas. Quando crianças, em 1973, Holly (Michelle Williams) e Marina (Anna Friel) fazem um pacto de serem amigas para sempre se tornando uma só, Harina. Entretanto, a criação e personalidade completamente oposta das duas acaba tornando essa amizade cada vez mais desgastante. Principalmente quando Marina se sente traída pelo envolvimento de Holly e seu irmão mais velho Nat.

Confira o trailer de Me Without You abaixo!


Além de mostrar um pouco da era punk, com muito "sexo, drogas e rock 'n' roll", o filme também tem uma trilha sonora impecável com The Clash, Echo & The Bunnymen, Depeche Mode e uma das minhas músicas favoritas, que ficou mais conhecida por ter sido regravada pelo Blink-182: "Another Girl, Another Planet", do The Only Ones.


Gostou da dica ou já assistiu também? Conte nos comentários! :)

Até mais,
B.

filmes | the place beyond the pines

Filmes 13.7.13

Filmes bobinhos de comédia romântica são um amor. Eu nunca conseguiria ficar sem eles. Mas filmes que entram na minha cabeça e me fazem ficar pensando no que todo aquele enredo realmente significa são meus favoritos. Tem alguma coisa na incerteza, na dúvida, que torna toda a experiência mais divertida.

Semana passada assisti The Place Beyond The Pines (O Lugar Onde Tudo Termina), principalmente porque queria melhorar meu dia colocando um pouquinho de Ryan Gosling nele, porém, duas horas depois me encontrei sem palavras. Tentei juntar as peças, tentei digerir tudo o que eu tinha acabado de assistir e, quando as coisas fizeram mais sentido, eu percebi o quão genial é esse filme.

Não se trata de só mais uma história que tenta fazer sucesso com alguns rostinhos bonitos, apesar da imagem de bad boy e algumas semelhanças de figurino muito bem calculadas ajudarem a associar o nosso queridinho Gosling ao inesquecível rebelde interpretado por James Dean e, logo, fazerem mais uma fila imensa de mulheres babarem por ele.

Porém, o que torna esse filme tão especial realmente  Ã© como a história se desenvolve. Cada uma das decisões dos personagens principais, Luke Glanton (Ryan Gosling) e Avery Cross (Bradley Cooper), resultam em consequências inesperadas, de uma forma que nem mesmo seus próprios personagens poderiam imaginar, tirando o fôlego do espectador.

Confira o trailer de The Place Beyond The Pines!

 
"O Lugar Onde Tudo Termina" também conta com os novatos Emory Cohen e Dane DeHaan, que conseguem manter o ótimo nível de atuação no filme. Fiquei bastante impressionada com Dane, que faz o papel do filho do Luke, que trouxe uma carga de emoção chocante para a trama.

Vale ressaltar que a trilha sonora do filme é um show à parte, principalmente a música "The Wolves (Act I and II)", do Bon Iver, que foi uma escolha maravilhosa para a cena final do longa.

Minha única certeza é que terei que assistir esse filme outra vez e logo!

Até mais,
B.

filmes | the first time

Filmes 12.4.13

Olá, pessoinhas. Hoje eu trouxe uma dica de filme bem legal para aproveitar e relaxar nessa sexta-feira! :)

Desde que eu terminei a faculdade ano passado meu tempo para ver séries e filmes, ao invés de aumentar, parece ter diminuído por acabar ficando mais com a família, coisa que eu não podia fazer antes porque estudava a noite. Ou seja, fazia um bom tempo que eu não assistia um filme novo. Porém, semana passada consegui assistir The First Time em plena manhã de domingo e foi uma delícia!

O filme conta a história de Aubrey (Britt Robertson, de Life Unexpected) e Dave (Dylan O'Brien, de Teen Wolf), que evoluí bastante rápido, o que pode incomodar aqueles que se apegam nesses detalhes, mas que é completamente envolvente. O filme aborda duas concepções diferentes sobre o sexo pela primeira vez e os conflitos causados pelo amor, mas tudo de maneira bem realista e convincente, coisa que não acontece muito nos filmes adolescente.

Confira o trailer do filme em inglês a seguir, já que infelizmente o único legendado não estava muito bom :(



Outra parte cativante é a trilha sonora impecável que acompanha o relacionamento dos dois, fator que particularmente deixou The First Time juntinho com Elizabethtown no meu ranking de trilhas sonoras favoritas. Ou seja, é realmente boa!

Escute a playlist do filme feita por uma fã no Youtube aqui:



E vocês, qual a sugestão para essa sexta-feira?

Até mais,
B.